Luiza Caetano - Natural da Venda do Pinheiro - Mafra - Portugal - Escreve desde que aprendeu a juntar as letras. Participou em jornais de Portugal, Angola, e França, Também em várias antologias onde se destacou obtendo o 2º Prémio na Antologia Delicatta II e 3º Prémio na mesma Antologia III, ganhadora por várias vezes com o 1º. Prémio na Comunidade proíbido Proíbir (ORKUT) onde foi também considerada poetisa do ano 2008.
Destacada em muitos blogues de referência poética, igualmente dá corpo a diversas comunidades do Orkut, sendo que suas poesias se destacam em capa em diversos profiles. Foi das primeiras colunistas do Jornal o Rebate. Publcou o seu primeiro livro "LISBOA IN VERSOS" que teve lançamento em São Paulo pela Editora AllPrint, e na Casa das Rosas onde foi homenageada pela Fundação ArteForum de Ana Garjan, igualmente lançado na Casa da Cultura LAURA ALVIM - Livraria D.Laura no Rio de Janeiro com muito sucesso. Encontrando-se o mesmo na Bienal do Rio de Janeiro de 2009.
Galardoada com vários 1ºs.prémios e Menções Honrosas em Portugal e no estrangeiro esta pintora está representada em vários países, tendo realizado mais de uma dezena de exposições individuais,e cerca de uma centena de colectivas em portugal e no estrangeiro, nomeadamente, EUA, África, Brasil, Turkia, Suissa, França, Espanha, Belgica, Alemanha, Eslovénia, Bratislava, Itália e Israel entre outros. foi considerada pelo crítico de arte italiano, António Malmo uma das pintoras mais fiéis à autenticidade da pintura naif mundial." . Também o crítico de arte brasileiro Óscar de Ambrósio tece a obra desta artista rasgados elogios, mencionando-a no seu site. Mariza Campos da Paz inscreveu-a como Poeta dos Pincéis utilizando a célebre frase de Jorge Amado. Mereceu de um dos mais insígnes críticos fr Arte portugueses Edgardo Xavier o destaque de ser considerada uma das pintoras mais realistas e emotivas contemporãneas.
O interesse que Luiza Caetano sempre sentiu pelas artes plásticas desembocou na criação pictórica em 1988. Data da primeira mostra dos seus trabalhos na Galeria de Arte do Casino Estoril, onde tem continuado a expor com regularidade, nomeadamente com participações em todos os salões Naïf, o estilo que a define. Destacando-se como uma artista de primeiro plano, sua obra está em Arte Permanente em várias galerias, nomeadamente na conceituada Gina`s Galeria em Telavive, estando igualmente representada em colecções particulares e oficiais como a Colecção da Epal do Museu da Água, no MIAN do Brasil, Centro Galileo de Madrid onde foi premiada destacando-se a vasta bibliografia onde é mencionada.
Título: Lisboa In Versos
Autor: Luiza Caetano
Cidade/Estado: RIO DE JANEIRO / RJ
ISBN: 978-85-7718-421-7
O livro pode ser adquirido em livrarias de referência em São Paulo e no Rio de Janeiro. Também por contacto com a autora (luiza.caetano@netcabo.pt) que o fará chegar a casa dos interessados, oferecendo todos os portes de correio. Preço de capa é de 20 Reais. Pode, igualmente ser requisitado á Editora AllPrint em São Paulo.
"LISBOA IN VERSOS" é o 1º livro desta autora que é presença habitual em diversas Antologias em Portugal, França e no Brasil onde foi várias vezes premiada. Participa regularmente em jornais, e revistas de Artes e Poesia. Para além da bela cidade de Lisboa, o livro canta também o mais universal dos sentimentos. O AMOR!
A Visão de um crítico: Poemas que falam de amor e dor, dos encontros e desencontros da vida...“Amo a carne das palavras/ Na luxúria de cada verbo/(...)/Faço amor com elas!/Violo-as, eroticamente/ até ao cerne dos silêncios.” Esse amor pelas palavras transparece em cada verso deste livro, trazendo uma liberdade que fascina nos seus poemas. Como a autora mesma admite: “Solto/ ao vento as palavras/ pássaros/ de asas libertas”.. Trata-se de um excelente lote de poesias onde o impacto de cada palavra é um soco directo na emoção. J. M. Casto D'Aire Revista Lisboa
Luiza Caetano
Guardo
nas minhas mãos
o súbito calor das tuas,
A magia
desse olhar
perdido no meu!
O cálice
da tua boca
bebendo na minha,
o cristal
das tuas palavras
no Céu do meu sonhar,
Guardo,
ciosamente
Meu Amor,
cada momento
feito de tudos
e de nadas
de risos e de espanto
Bebo
a espuma da saudade
e o pranto
Todos os dias
de te lembrar...
Todos os dias!
luizacaetano
"CANTO CHÃO"
Sou o chão
da tua raíz!
Não me pises
meu amor!
Sou o tronco
dos teus abraços!
Não os deixes cair
por favor!!
Sou o lenço
das tuas pétalas
não despedaçes a flor!
Sou a noite!
sou o dia!
sou um chão
de terra fria!
Sou o mel!
sou o fel!
Sou o sabor dos teus beijos
Uma rosa perdida
no jardim dos teus sentidos
Sou um gesto por definir
na baínha dos desejos.
luizacaetano
"LUA"
Noite após noite
lhe conto os quartos
e as metades fulvas
como orgias em regaços sonhados
Te assemelhas por vezes
a uma barca perdida
inclinadamente esquecida
no céu de todas as estrelas
Ou
a um espelho reflector
assustando
os lobos! os cães e os homens
em noites de flancos escondidos
Raínha iluminadamente voraz
na minha cama de linho incendiada
Estertor da cada alvorecer
Desde o nascer ao morrer
divinamente prateada
luizacaetano
"MEU AMOR DE MIM"
Bebo a água
bebo a mágoa
meu sangue de raiva a fluir
morango
de sol e de lua
minha ponte pronta a ruir
meu infiel amor
meu ramo
de urze quebrado
meu coração
de algodão
minha dor, flor de jasmim
Meu cais
meu porto de mim
luiza caetano
"CANTO A LISBOA"
Lisboa
se vestiu de Rio, languidamente
sensual! tortuosa! brilhante!
Bate o Sol na Mouraria
faz sombra no Bairro Alto,
porque a festa é no Rossio!
Lisboa se vestiu de Rio
na franja do frio
dos embandeirados
barcos no Tejo.
há fumos! há cheiros na brisa
perfumes de namorados
Lisboa,
Coberta de luzes
qual manto de lantejoulas
na Rua do Capelão
Marinheiros soltam amarras
e as varinas o pregão
juntamente... os seus amores
Tomando café na Ribeira
entre um buquê de flores,
Lisboa chora!
Lisboa canta !
Lisboa Ri!
se esfuma no canto do Rio
comendo castanhas assadas
em cada final do dia,
Lisboa de mãos-dadas
apaixonadamente!
luizacaetano
"HIPÓCRISIAS"
Se amam as rosas
com a pureza mascarada
de palavras insentidas.
Filosofias?
Moralismos?
Sorrisos e conselhos
Fast Food tóxico de intenções...
Ah,
Prefiro a eutanásia
às emoções da morte
todos os dias cruzada
na minha cama.
Onde está criança que
existe em ti?
o Sol, o mar e os pinheiros?
Sabias que,
para além do céu azul
existem nuvens, trovões
ventos e vulcões?
Tudo o mais é farsa!
Mal nos descuidamos,
os pés chapinham na lama.
LuizaCaetano
"PÉTALAS"
São as pétalas no caminho ,
São os sinais e o Carinho!
É o inventar
dum novo dia
É a seiva renovada
É a força da alegria
É a ilha da magia!
É o Ser! é o Estar!
Alvorecer de novo dia
É o dar! é o Receber!
São as pedras no caminho...
São os espinhos no carinho...
É o altar das nossas preces!
É o culto da minha Cruz!
São as pétalas do Caminho!
luizacaetano
" S O M B R A S"
Uma sombra!
Apenas uma sombra
daquele
outro instante.
Um grito recortado
em âncora
no fundo de mim!
Uma rosa cinza!
uma máscara de névoa
e mistério
no fundo dos olhos.
Um secreto rumor
de Adeus?
LuizaCaetano
ESTE MOMENTO"
O caminho?
eu faço!
as flôres?
eu colho!
O sonho?
eu alimento!
A vida?
eu curto!
Mas, o Amor?
Meu Deus !!
além do Teu divino
Amor imenso,
Apenas
as penas
do caminho
que nem sempre
venço ...
luizacaetano
"VAZIO REDONDO"
Há um vazio redondo
que fere o silêncio e os gritos
como escarpas estilhaçadas ...
Há um abismo redondo
na poeira dos meus passos
um precipício de mêdo
tecido na rotina dos dias...
Há um esgar de ausência
em cada noite encostado
como se esperasse
um pássaro por amanhecer...
Um cansaço de acuçenas
amarelecidas pelo tempo
sangrando as esperas na arena,
as Primaveras, subitamente feridas,
se extinguem num vazio redondo
como um grito contra o muro.
luizacaetano
" O R F Ã"
O sangue e o vinho!
O nosso último cálice
nas cinzas que atiro ao mar
onde as rosas
e as lágrimas lentamente se afastam...
Minha voz
se prende nas palavras.
As últimas
que te queria acenar.
Adormeço entre as pedras
Não te espero o regressar
luizacaetano
"ANSIOSAMENTE"
Ansiosamente te espero
no útero das minhas angústias.
Rói-me a alma!
Amarga-me a boca
em cada barco que parte
acenando a dor da tua ausência.
Vou e venho em cada maré
e os equinócios
não trazem notícias,
nem madrugadas
enfeitadas de algas.
Retorno ao refúgio
branco das palavras
tristemente amordaçadas
aguardando
o porto dos regressos
impacientemente
como uma ave de rapina.
luizacaetano
"S O N H O "
Ainda te busco
como um farol
pesquisando o horizonte
em noites enluaradas.
Minha Luz!
Meu Sonho!
Minha Fonte!
Como agarrar
o Sol com as mãos
ou a névoa
das madrugadas?
LuizaCaetano
"NESTE MOMENTO"
Apenas
os braços dos abraços
que não me abraçam.
Apenas
os gestos e os gritos,
sufocadamente
em cada estilhaço.
Apenas,
o vácuo quadrado
cortinado de saudades.
Apenas
o absurdo silêncio
a forma e o traço
no espaço que te desenha.
Visto-me de folhas
de calendário,
impacientemente
habito o tempo
luizacaetano
"PÔR DO SOL"
Ofereço - te ,
o pôr do Sol
parto ensanguentado
na tarde alvoraçada de cheiros.
Ofereço-te,
uma sinfonia de pássaros
misturados na folhagem
das árvores da minha praça
outonalmente vermelha.
Chapada branca de cal
entre o dia e entre a noite
Tocam os sinos na capela
rezas secretas e crepúsculos
Da terra emanam odores a sémen
anestesiando suores e dores
enquanto te penso e venço
nesta cruz de cada dia
e nela me penduro feliz.
luizacaetano
"F R Á G I L"
Tenho
uma infinidade de ternuras
nos olhos e nas mãos
para te dar
São tantas que se escapam
por entre os dedos
e
regressam para o meu frágil
universo
de sonho e esquecimento
Se
tu não as agarres bem...
Espera,
tenho ainda
a chuva lá fora
a cantar dentro de mim
uma canção de esperança
que te dedico.
LuizaCaetano
DO LADO DE FORA DA VIDA
Sou a raiva e a descrença
não batam à minha porta!
sou a criança e o sonho!
a vontade e a garra!
a saudade e a farsa!
Não!
hoje eu não abro a porta!
Poço de contradições
que nem eu própria desvendo
nesta sinceridade inteira
Pairo no limiar das dúvidas
entre a paixão e desânimo
e no entanto,
o Sol aquece o meu corpo
e o céu continua azul...
Uma tristeza me alumbra
na penumbra do crepúsculo
Não,
não batam à minha porta!
Sou a criança e o sonho
do lado de fora da vida
alguém que quer e não sabe
esgotar até à última gota
a gota que me é devida.
Luiza Caetano
"EFEMÉRIDES"
Há como que
uma nudez desabitada
em cada palavra
chicotada na raiva
duma rosa descolorida.
Como uma bandeira
teimosamente adejando
lâminas passionais,
nódoas de sangue
manchando o cristal
de outros momentos.
Tantas palavras por dizer!
Tantos sonhos por viver!
Tanto gesto expontâneo
aprisionado,
nas grades douradas
da distância.
Tanta ânsia
desfeita pelo tempo
dum efémero tempo de ser.
Tanto para dar!
Tanto para receber!
Tanto fogo! tanto lume
no sibilino gume
em que morremos.
luizacaetano
"PORQUE A VIDA É AMOR"
Hoje
é Quarta feira!
De que mês?
De que ano?
Já me perdi no tempo
de te
pintar
e
de te escrever
Alguém me perguntou
se a vida
para mim era só isso,
Respondi pintando
um
Girassol!
escrevendo
um poema
borrado
de
Pôr do Sol
Porque
a Vida
é essencialmente
um garimpo de Amor!
luizacaetano
"POR DENTRO DA MÚSICA"
Por dentro da música
morrem os violinos
num etéreo suícidio
dos dedos e da alma,
morrem as canções
desesperadas
numa trágica ópera
sem contralto nem tenor,
Por dentro da música
morre a poesia e morre o tempo
do tempo de te cantar amor,
Por dentro da música
morre o eco da minha voz
num palco vazio
sem rosas nem aplausos
luizacaetano
“O VOO DA ÁGUIA"
Olha essa passarada
no céu da minha alvorada
Negros pássaros amargos
sem horizontes libertos
magoados pela inveja
da liberdade da águia
são corvos disputando
nas margens de cada regato
como urubus famintos
Corvos negros de voo rasante
invejando as estrelas
na sua cadência brilhante
Coxos da alma, esmolantes
famintos e deturpados
Como vendilhões do templo
mascarados de razão
Eles não sabem
nem sonham
que a verdadeira emoção
está
na liberdade de voar...
Plenamente!"
luizacaetano.
"INEXPLICAVELMENTE"
Existem seres subitamente
atraídos pelo fulgor dos rios,
pela força das marés
e o coração dos pássaros.
Seres que caminham
pelas estradas
de outros seres
Inexplicàvelmente
á beira do abismo.
luizacaetano
"AMOR PARADOXAL"
Vai amor
é preciso que partas.
Quero sentir bem
a dor da tua ausência
e a solidão
da minha nudez desabitada.
Vai!
Deixa-me só neste caminho de rosas e de espinhos.
Quando voltares, Se voltares...
tuas mãos desenharão no meu corpo
tresloucadas rosas de desejo
e as nossas bocas
morder-se-ão
em beijos desesperados
como se fosse a última vez.
Por isso quero que me deixes
para poder te amar
como se a vida fosse acabar
no momento em que,
insaciáveis,
nos possuiremos
como se fosse a primeira vez.
luizacaetano
"DO LADO DE FORA DA VIDA"
Sou a raiva e a descrença
não batam à minha porta!
sou a criança e o sonho!
a vontade e a garra!
a saudade e a farsa!
Não!
hoje eu não abro a porta!
Poço de contradições
que nem eu própria desvendo
nesta sinceridade inteira
Pairo no limiar das dúvidas
entre a paixão e desânimo
e no entanto,
o Sol aquece o meu corpo
e o céu continua azul...
Uma tristeza me alumbra
na penumbra do crepúsculo
Não,
não batam à minha porta!
Sou a criança e o sonho
do lado de fora da vida
alguém que quer e não sabe
esgotar até à última gota
a gota que me é devida.
luizacaetano
AVES BRANCAS
Tempo de aves brancas
adejando o céu como estradas de Luz.
no cume dum silêncio bordado
a rosas vermelhas e a esperanças
Teus braços carregados
de festa em minhas mãos
a abarrotar de sonhos
Explosão de estrelas, nardos e açucenas
no adro de meu coração em ânsia
como um pequeno pássaro sem horizonte
Eras a fonte e eras a ponte
ligando os abismos e a distância
nesse abraço traçado em cruz.
luizacaetano
"UM RASTO DE ESTRELAS"
Assisto ao dobrar dos dias
dentro de cada madrugada,
Sinto a neve
sulcada em meus cabelos,
sorvo a chuva mágoa dos meus olhos
onde os lírios e a esperança
se rasgam em rugas cansadas
de gestos e de nadas.
Invento o dia que não chega
na pura ressonância
do esquecimento.
Órfã do teu sorriso
feito de promessas e de horizontes,
me deixo inesperadamente
apaixonar pelo rasto luminoso
das estrelas.
luizacaetano



















































